segunda-feira, 14 de junho de 2010

Filosofia Moderna e suas principais características, o que podemos dizer a respeito?

Filosofia esta, que possui algumas características que são conseqüências da perda de contato com as grandes sínteses surgidas na filosofia medieval, um rompimento que deseja construir uma nova imagem do mundo a partir da permanecia de elementos do passado. Foi nesta modernidade que houve uma reviravolta no pensamento da humanidade, e mais especificadamente com o da Igreja, que ainda sonhava reunir o mundo pela fé.
“Homem como modelo do mundo”, já dizia Leonardo da Vinci, assim se inaugura a modernidade, não sob conceitos basicamente históricos, político e sociológico, mas como promoção do homem como um ser imerso numa civilização. O homem se torna dono do tempo!
Nas idéias da filosofia moderna, podemos ver tendências que descuidam de uma tradição, e partem de um caráter pessoal do próprio pensamento, e essa é uma característica muito forte encontrada na filosofia moderna, que podemos chamar de individualismo. A volta a filosofia grega toma força, e alimenta um descrédito na filosofia medieval, que passa a ser muito ignorada e conhecida muito superficialmente. Os novos filósofos não crêem que valha a pena obter conhecimentos profundos acerca de uma doutrina que todos consideram superada, elaborando conceitos e teses combatendo uma filosofia que passou séculos tentando provar a existência de Deus. E quando mostrou a insuficiência da razão e as limitações do homem, algumas vezes restitui a força da fé: “é preciso crer, não compreender” (Pascal). E, por não ser demonstrável, o conteúdo da fé é uma aposta: “Incompreensível? Nem tudo o que é incompreensível deixa de existir” (Pascal).
Mas é comum notar também que a atitude de Descartes, como a de Bacon e a de Kant, é a de começar desde o princípio, refazer o todo, ser iniciadores. Daí nasce uma maneira uma alteração do conceito de verdade filosófica que se contamina com o de originalidade, pensada mais como novidade, penetração e desenvolvimento muito progressivo de muitas coisas que já foram discutidas e até aceitas. A filosofia moderna tende deste modo, a apresentar-se como uma revelação, certa manifestação da individualidade de cada filósofo, fracionando-se nas várias visões de mundo, condicionadas pela capacidade de cada personagem e de cada nacionalidade.
Filosofia moderna! Parece mesmo ter uma independência total de um pensamento basicamente fundado e convergido em um “ser transcendental”, e que nada poderá ser realizado sem o consentimento dos que esse “ser” transmitiu o poder. Parece que se perde o conceito mesmo de verdade e de filosofia como patrimônio necessariamente universal e susceptível, portanto, de graduais aperfeiçoamentos, para transformá-lo no conceito artístico de criação original. É a liberdade.
Uma liberdade também gerada no procedimento, não somente no sentido de independência da doutrina revelada, mas também no sentido de falta de preocupação demonstrativa; as obras filosóficas dos tempos modernos têm uma forma expositiva e, frequentemente, mais que demonstrar, sugerem; mais que persuadir, sugestionam.
Outros distintivos da filosofia moderna são a crescente tendência a fazer da razão não somente o tribunal supremo, mas também a característica particular que todo homem pode ter.
Portanto, podemos concluir que o significado das diversas sínteses da filosofia moderna não é só uma tentativa de ruptura com o medievo, mas vai muito mais além, é uma busca de independência de pensamento, que não esteja estritamente subjugado sobre diretrizes e normas e vetem o desenvolvimento humano e da ciência, mas de fato, a filosofia moderna não é um abandono, mas um estudo mais profundo e um desenvolvimento de elementos que podem enriquecer as grandes linhas da síntese filosófica realista, objetiva, verdadeira e livre.

Nenhum comentário:

Postar um comentário